E VOCÊ, TEM CHA?
October 15th, 2007Para um profissional ser contratado por uma empresa, normalmente, ele tem que provar a aquisição de conhecimento na área, com a graduação, as certificações, os cursos extra-curriculares, a leitura, os congressos, as palestras, etc. É o chamado embasamento teórico.
Depois, ele deve provar que tem experiência, ou seja, que sabe executar as tarefas que o cargo lhe exige. Aplicar na prática aquilo que o embasamento teórico lhe informou.
Só que tanto o conhecimento quanto a experiência, ainda não são suficientes para o colaborador e nem para a empresa, pois ambos precisam de atitude. É o seu diferencial e a sua iniciativa nas ações com a empresa.
Muito utilizado na área de RH, o CHA significa:
C - Conhecimento - corresponde ao saber.
H - Habilidade - corresponde ao saber fazer
A - Atitude - corresponde ao saber fazer acontecer.
De acordo com Rogério Leme, esse é um recurso simplificado, então eu completo com outra análise. A atitude por si só, também não é suficiente. A atitude = intenção e o comportamente = manifestação da intenção. De acordo com o livro “O Monge e o Executivo” de James C. Hunter, INTENÇÃO - AÇÃO = NADA. Então nós precisamos de ATITUDE + BOM COMPORTAMENTO = RESULTADO.
Retomando o nosso CHA, com mais algumas bolachas, hoje eu enxergo três grandes problemas relacionados a cada parte.
O primeiro que ocorre, é que o saber não nos dá a visão do fazer. Quero dizer com isso que muitos desistem dos cursos que iniciaram pela deficiência do ensino de não preparar o aluno às escolhas da sua futura profissão. Dessa forma, muitos vão por convencimento de mercado (o que paga mais), insistência dos pais (meu filho, faça isso que é melhor para você), “achismo” (acho que isso é legal, mas de fato não sei se é legal).
O segundo é relacionado ao fazer. Ela é adquirida ainda na fase dos estágios, bolsas e afins. Todavia, como um estudante irá adquirir habilidade se os estágios já procuram por experiência? Tem-se o paradoxo da experiência! As empresas não querem profissionais “viciados”, ou seja, com maus hábitos de outras empresas, mas aumentam excessivamente o grau de exigência para uma função de aprendizagem.
Esses dois tópicos, dependem de reformulação das Instituições de Ensino e das Empresas Corporativas, já o último tópico que irei abordar, depende somente de você.
A falta de auto-reflexão sobre as atitudes e a ausência de treino contínuo por comportamentos adequados, distanciam-nos de alcançarmos as nossas metas pessoais (curto, médio e longo prazo).
Façamos então uma pergunta contínua:
- Eu cheguei aonde eu quero?
- Se não, o que eu preciso para chegar lá?
Esse é o nosso termômetro constante para buscarmos o nosso CHA com bolachas.
Autora: Ana Rubia Z. Rodrigues (Rubs)
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